Por que muitas academias estão deixando de trabalhar com agregadores?

O mercado fitness mudou muito nos últimos anos. Plataformas agregadoras cresceram rapidamente ao conectar empresas, alunos e academias em um único sistema de assinatura.
Para o usuário, a proposta é simples: pagar um plano e ter acesso a diversas academias. Para as academias, no início, parecia uma oportunidade de atrair novos alunos e aumentar a visibilidade.
Mas, com o tempo, parte do mercado começou a repensar essa parceria.
Margens apertadas e repasses reduzidos
Um dos principais pontos levantados por gestores é a questão financeira. Muitas academias relatam que o valor recebido por aluno via agregador nem sempre acompanha o custo real de operação, especialmente para estúdios menores e academias de bairro.
Aluguel, energia, manutenção de equipamentos, equipe técnica, professores… tudo isso continua aumentando. Quando o repasse por aluno é baixo, a conta pode deixar de fechar.
Para negócios com estrutura enxuta, qualquer redução de margem impacta diretamente na sustentabilidade.
Perda do relacionamento direto com o aluno
Outro ponto sensível é o relacionamento. Em muitos modelos tradicionais de agregadores, o vínculo principal do cliente é com a plataforma, não com a academia.
Isso dificulta:
- Fidelização
- Construção de comunidade
- Upsell de serviços próprios
- Controle da experiência do aluno
Para muitas academias, ter acesso direto aos seus clientes é estratégico para crescimento a longo prazo.
Dependência das regras da plataforma
Quando uma parcela relevante do faturamento vem de um único intermediador, a academia fica mais vulnerável a mudanças contratuais, ajustes de modelo ou alterações nos critérios de repasse.
Inclusive, o tema concorrência já foi discutido no Brasil pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), reforçando como o setor passou por debates importantes sobre equilíbrio de mercado e liberdade de atuação das academias.
Esse cenário fez muitos empresários repensarem: vale a pena depender tanto de um intermediário?
Mas todos os agregadores funcionam da mesma forma?
Não. E é aqui que entra uma diferença importante.
O modelo do Gurupass: parceria de verdade
O Gurupass nasceu com uma proposta diferente: ser parceiro real das academias, não apenas um intermediador. O grande diferencial está no modelo financeiro.
No Gurupass, o repasse é 100% para o estabelecimento. Ou seja, o valor destinado à academia não sofre desconto da plataforma. Isso muda completamente a lógica da parceria.
Em vez de competir com o plano próprio da academia ou pressionar margens, o modelo se posiciona como um canal adicional de receita, sem prejudicar o caixa do parceiro.
Além disso, o foco é:
- Respeitar o posicionamento da academia
- Não impor exclusividade
- Manter transparência no modelo de remuneração
- Fortalecer o relacionamento entre aluno e estabelecimento
O que isso significa para o mercado fitness?
O movimento de saída de algumas academias dos grandes agregadores não significa que o modelo deixou de funcionar, mas mostra que o setor está amadurecendo.
Hoje, academias querem:
- Sustentabilidade financeira
- Controle sobre sua marca
- Relacionamento direto com alunos
- Parcerias que façam sentido no longo prazo
E plataformas que entendem isso tendem a construir relações mais sólidas.
No fim, não se trata de ser contra agregadores, mas de escolher o modelo certo. E quando existe transparência, repasse justo e parceria verdadeira, o jogo muda.

