Por que muitas academias estão deixando de trabalhar com agregadores?

March 3, 2026
Por que muitas academias estão deixando de trabalhar com agregadores?

O mercado fitness mudou muito nos últimos anos. Plataformas agregadoras cresceram rapidamente ao conectar empresas, alunos e academias em um único sistema de assinatura.

Para o usuário, a proposta é simples: pagar um plano e ter acesso a diversas academias. Para as academias, no início, parecia uma oportunidade de atrair novos alunos e aumentar a visibilidade.

Mas, com o tempo, parte do mercado começou a repensar essa parceria.

Margens apertadas e repasses reduzidos

Um dos principais pontos levantados por gestores é a questão financeira. Muitas academias relatam que o valor recebido por aluno via agregador nem sempre acompanha o custo real de operação, especialmente para estúdios menores e academias de bairro.

Aluguel, energia, manutenção de equipamentos, equipe técnica, professores… tudo isso continua aumentando. Quando o repasse por aluno é baixo, a conta pode deixar de fechar.

Para negócios com estrutura enxuta, qualquer redução de margem impacta diretamente na sustentabilidade.

Perda do relacionamento direto com o aluno

Outro ponto sensível é o relacionamento. Em muitos modelos tradicionais de agregadores, o vínculo principal do cliente é com a plataforma, não com a academia.

Isso dificulta:

  • Fidelização
  • Construção de comunidade
  • Upsell de serviços próprios
  • Controle da experiência do aluno

Para muitas academias, ter acesso direto aos seus clientes é estratégico para crescimento a longo prazo.

Dependência das regras da plataforma

Quando uma parcela relevante do faturamento vem de um único intermediador, a academia fica mais vulnerável a mudanças contratuais, ajustes de modelo ou alterações nos critérios de repasse.

Inclusive, o tema concorrência já foi discutido no Brasil pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), reforçando como o setor passou por debates importantes sobre equilíbrio de mercado e liberdade de atuação das academias.

Esse cenário fez muitos empresários repensarem: vale a pena depender tanto de um intermediário?

Mas todos os agregadores funcionam da mesma forma?

Não. E é aqui que entra uma diferença importante.

O modelo do Gurupass: parceria de verdade

O Gurupass nasceu com uma proposta diferente: ser parceiro real das academias, não apenas um intermediador. O grande diferencial está no modelo financeiro.

No Gurupass, o repasse é 100% para o estabelecimento. Ou seja, o valor destinado à academia não sofre desconto da plataforma. Isso muda completamente a lógica da parceria.

Em vez de competir com o plano próprio da academia ou pressionar margens, o modelo se posiciona como um canal adicional de receita, sem prejudicar o caixa do parceiro.

Além disso, o foco é:

  • Respeitar o posicionamento da academia
  • Não impor exclusividade
  • Manter transparência no modelo de remuneração
  • Fortalecer o relacionamento entre aluno e estabelecimento

O que isso significa para o mercado fitness?

O movimento de saída de algumas academias dos grandes agregadores não significa que o modelo deixou de funcionar,  mas mostra que o setor está amadurecendo.

Hoje, academias querem:

  • Sustentabilidade financeira
  • Controle sobre sua marca
  • Relacionamento direto com alunos
  • Parcerias que façam sentido no longo prazo

E plataformas que entendem isso tendem a construir relações mais sólidas.

No fim, não se trata de ser contra agregadores, mas de escolher o modelo certo. E quando existe transparência, repasse justo e parceria verdadeira, o jogo muda.